−Será que é:
- a. Cambridge, EUA
- b. Cambridge, Inglaterra
- c. Atenas, Grécia
- d. Hilla, Iraque
- e. Cairo, Egito
+E a resposta é...
A nossa disputa é entre Atenas, na Grécia, e Cambridge, na Inglaterra, cada uma com suas contribuições únicas para a física e a engenharia. Mas a gente escolhe Cambridge, na Inglaterra, como vencedora, e explica por quê:
A física é a ciência fundamental que nos ajuda a entender o universo, e a matemática é a sua linguagem. O papel dos engenheiros é, então, transformar esse conhecimento em aplicações práticas. Essa interação entre Física, Matemática e Engenharia tem sido a espinha dorsal do desenvolvimento da civilização.
Pense nos egípcios, considerados pioneiros, com feitos arquitetônicos impressionantes para provar isso. Eles deram passos importantes na Física e na Matemática já em 1600 a.C. O conhecimento deles, embora marcante para a época, passou por transformações ao longo dos séculos e não é usado na sua forma original.
A Babilônia, hoje Hilla, no Iraque, é outro protagonista de peso no palco científico. As contribuições dos babilônios no século VI a.C., principalmente o sistema de base 60 usado para medir o tempo (uma hora tem 60 minutos, um minuto tem 60 segundos e um círculo tem 360 graus, ou seja, 60 * 6), são usadas até hoje na sua forma original. Além do trabalho pioneiro em Álgebra, eles reivindicam em parte o conceito de zero (a Índia também pode reivindicá-lo), um elemento essencial da matemática.
O bastão passou então para Atenas algumas décadas depois, e ela se tornou o epicentro intelectual do mundo. Os gregos introduziram a Filosofia como ferramenta para desvendar os mistérios do universo, moldando ainda mais a física moderna. Muitos conceitos gregos ainda em uso hoje, como os átomos, o empuxo, a Geometria Euclidiana, o teorema de Pitágoras e uma lista enorme, mostram a profundidade da sua contribuição. Muitas dessas teorias e leis ainda são usadas na sua forma original, sem modificações, hoje, 2.500 anos depois. Isso é realmente incrível. Mas não basta para ser a maior de todos os tempos. Atenas é o incrível LeBron James diante do Michael Jordan que é Cambridge (uma referência ao basquete).
Imagine uma cidade que deu ao mundo o equivalente a Michael Jordan no campo dinâmico que explica o nosso universo. Essa cidade é Cambridge, na Inglaterra. Foi aqui que Sir Isaac Newton deixou a sua marca, um homem tão sinônimo de física, engenharia e matemática quanto Jordan é de basquete, ou seja, o GOAT (Greatest of all time, o maior de todos os tempos). No próximo parágrafo, vamos comparar Isaac Newton com Michael Jordan para ver por que Newton é, de longe, um GOAT maior no seu campo do que Jordan no dele.
Considere que 12 leis básicas ditam os fundamentos da física. Essas leis representam verdades inegáveis, ao contrário das teorias, conhecidas por serem a aproximação mais próxima da verdade; por isso podem ser contestadas e sempre têm exceções à regra, como a gramática francesa, uma língua cheia de regras e com muitas exceções. Newton tem o crédito exclusivo por 4 das 12 leis (3 do movimento e a gravitação universal) que descrevem o nosso universo. Ele também influenciou fortemente as 4 leis da termodinâmica criadas depois da sua morte, o que lhe dá 4 assistências somadas às suas 4 cestas, de 12 pontos possíveis. Nem Michael Jordan consegue competir com esse nível de eficiência nos seus melhores dias, quanto mais na carreira inteira, no esporte que dominou. Assim como o Chicago Bulls tem Jordan, Cambridge, na Inglaterra, pode reivindicar Sir Isaac Newton. Ao contrário de Jordan, que não conseguiu repetir o sucesso de jogador quando virou dono de time, Newton conseguiu aproveitar o seu sucesso na Física e na Matemática (ele também foi um dos criadores do cálculo) para dar o passo seguinte e se destacar como Engenheiro, pegando o conhecimento teórico que desenvolveu e tornando-o prático. Por isso ele também é o pai da Engenharia. Se isso não é o GOAT, o que é? Nada mal para uma figura do século XVII que continua insuperável até hoje.
Vamos levar você numa viagem a Cambridge, na Inglaterra, e às regiões vizinhas. Queremos mostrar não só a Universidade que um dia foi honrada pela presença de Newton, mas também as paisagens de tirar o fôlego, muitas vezes inexploradas, desse canto pitoresco da Inglaterra. Já falamos que a Inglaterra também inventou a internet? Junto com a Revolução Industrial, não há como negar a contribuição moderna extremamente significativa da Inglaterra para a nossa vida, quer a gente ache isso bom ou ruim, já que a vida precisa das duas coisas na medida certa.

+Um tour rápido pelo museu, com pérolas de sabedoria incluídas
As universidades são centros de aprendizado, mas Cambridge, a universidade que leva o nome da cidade, eleva o nível ao se tornar o museu definitivo, que ensina cidadãos comuns junto com os universitários, o que faz dela uma atração turística incrível. A Universidade de Cambridge, na Inglaterra, tem nada menos que nove museus de cair o queixo. Fundada em 1209, ela não é a instituição acadêmica mais antiga do mundo, nem mesmo em solo britânico. Mesmo assim, é ilustre o bastante para ter reunido um vasto tesouro de obras de arte, maravilhas científicas e exposições de computação de ponta, capazes de cativar qualquer mente curiosa. Mas um simples parágrafo não faz justiça à amplitude e à profundidade desses nove museus. Para uma experiência mais imersiva, temos um vídeo que vai deixar você boquiaberto. Você já ouviu falar de outro museu parecido? O Smithsonian, em Washington D.C., é uma joia igualmente subestimada. Assim como Cambridge, ele reúne uma grande variedade de exposições de vários gêneros e áreas. É isso que realmente diferencia esses dois museus da maioria dos outros do planeta.
− Queríamos que ainda estivessem aqui
Para uma cidade modesta de apenas 130.000 habitantes, Cambridge, na Inglaterra, foi o lar de músicos renomados. Os artistas que criaram a música de três dos 25 álbuns mais vendidos de todos os tempos podem dizer que nasceram aqui. O primeiro é o icônico álbum “Dark Side of the Moon”, do Pink Floyd. Apesar da triste morte dos integrantes Syd Barrett e Richard Wright, a influência da banda continua. A popularidade do álbum segue firme cinco décadas depois do lançamento, somando cada vez mais às impressionantes 45 milhões de cópias vendidas, o que o coloca como o quarto álbum mais vendido de todos os tempos. O Pink Floyd tem outro álbum no top 20 de vendas, “The Wall”, lembrado sobretudo pelo refrão “We don’t need no education ... we don’t need no thought control” (“Não precisamos de educação... não precisamos de controle do pensamento”)
Uma visita a Cambridge não está completa sem uma passada pelo Cambridge Corn Exchange, a antiga bolsa de cereais da cidade. O Pink Floyd, incluindo Roger Waters e Syd Barrett, nascidos em Cambridge, já brilhou nesse palco no início da sua carreira ilustre. Embora você não vá encontrá-los se apresentando hoje, os fantasmas das lendas ainda pairam nesse lugar impregnado de história musical.
Você pode ouvir um pouco da música do Pink Floyd aqui
Vale lembrar que os integrantes do Pink Floyd, incluindo David Gilmour, que substituiu Syd Barrett em 1968, receberam todos algum tipo de formação em Cambridge. Essa cidade, banhada tanto de academia quanto de música, teve um papel crucial na construção da carreira desses ícones influentes do rock.
Se você está curioso, a outra artista campeã de vendas de Cambridge é Olivia Newton-John. Apesar de ter nascido aqui, ela se mudou para a Austrália com apenas 6 anos. Ela cantou na trilha sonora do filme “Grease – Nos Tempos da Brilhantina”, em que também fez o papel principal feminino. A trilha sonora está no top 25 de todos os tempos em vendas. Considerando que todo esse conhecimento universitário pode confundir as mentes jovens até elas organizarem a iluminação, é de se espantar que a música criada nos anos de universidade costume ser mais melancólica? Ninguém vai dizer que a ótima música do Pink Floyd é alegre. Mas todos podemos dizer que a música da Olivia é mais alegre. Será porque ela saiu dessa cidade universitária? Afinal, a maioria dos músicos estoura quando é jovem.
Você pode ouvir um pouco da música da Olivia aqui.

+ O buraco negro supermassivo
Vamos procurar outro grupo musical nascido da Universidade de Cambridge e criado na própria cidade: a banda Muse. O vocalista, Matthew James Bellamy, vem dessa cidade intelectualmente rica. Bellamy começou o seu caso de amor com a música cedo, aos seis anos, com o piano, e acrescentou a guitarra aos onze. O ambiente intelectual de Cambridge teve um papel vital na construção da carreira de Bellamy e se reflete profundamente na música do Muse. As letras exploram com frequência a ciência, a tecnologia e o cosmos, uma clara referência a esse cenário acadêmico. Fique tranquilo, isto não é uma crítica ao trabalho do Muse. A música deles, marcante mas melancólica, é inegavelmente louvável e brilhante aos olhos deste autor, que mesmo assim gostaria de ver o Muse e o Pink Floyd tentarem algo mais alegre.
Como ex-universitário formado, olhando para trás, a gente percebe que os anos de universidade são a melhor fase da vida. Porém, numa reviravolta irônica, os quartos dos alojamentos universitários de hoje parecem ainda menos alegres e muito mais carregados de culpa do que a igreja mais melancólica possível, o que nos faz pensar no índice de felicidade das nossas instituições de ensino e no porquê de a depressão estar crescendo num ritmo alucinante. Isso também torna a igreja mais atraente, lógica e alegre, algo que poucos universitários jamais acharam possível, incluindo este autor.
Você pode ouvir um pouco do Muse aqui.

+ Bum, clap
Aqui vai mais uma musicista nascida em Cambridge, mas os grandes sucessos dela são mais alegres! Quem diria, já que ela também nasceu em Cambridge, na Inglaterra. A alegria provavelmente está ali porque ela nunca estudou na Universidade de Cambridge nem tirou um diploma universitário, decidindo seguir a Música, com a bênção dos pais, aos 14 anos. Muita gente com diploma universitário se identifica com a bagunça que fica na nossa cabeça quando a gente se forma. A musicista frequentou, porém, uma escola de belas-artes. O interesse de Charli XCX pela música começou cedo. Ela começou a compor com apenas 14 anos e a gravar as suas músicas num laptop emprestado. Lançou o álbum de estreia, “14”, em 2008, que chamou a atenção de um promoter que a convidou para se apresentar em raves em galpões e festas. A grande virada veio em 2012, quando participou do sucesso “I Love It”, do Icona Pop. A música foi um sucesso mundial, chegou ao número um no Reino Unido e ao top 10 nos EUA. Foi o começo da fama internacional da Charli XCX. Em 2014, ela lançou o segundo álbum de estúdio, “Sucker”, com os singles de sucesso “Boom Clap” e “Break the Rules”. O álbum foi um sucesso comercial e consolidou a Charli XCX como uma figura de destaque na indústria da música pop.
Você pode ouvir um pouco da música dela aqui.

+O melhor da natureza em um vídeo do YouTube
Vamos deixar a pequena cidade de Cambridge e nos aventurar pelo interior ali perto. Que tal uma visita ao litoral de Norfolk, uma área de beleza natural excepcional? Conhecida pelas paisagens marcantes, a região tem de tudo, de extensas praias de areia a falésias impressionantes. E mais: é um refúgio da vida selvagem, lar de focas, aves e, às vezes, até baleias. Apesar desses fatos fascinantes, nada se compara às vistas das imagens de drone em destaque acima. Muitas vezes os vídeos de drone decepcionam, mas este não. É muito bem-feito e vale a pena assistir.
+Curiosidade
Uma coisa que se destaca na cultura britânica é o senso de sarcasmo e de humor afiado, e nenhum lugar ilustra isso melhor do que o poste de luz “Reality Checkpoint” (“Posto de controle da realidade”), no Parker’s Piece, um grande parque no centro da cidade. O poste tem esse nome porque supostamente marca a fronteira entre o “mundo real” e o “mundo acadêmico”. Ali perto, você pode visitar o University Arms Hotel, com vista para o Parker’s Piece. O Parker’s Tavern, do hotel, é uma brasserie tipicamente britânica, onde você pode fazer uma refeição ou tomar um drinque. Como fica no lado norte do parque, tecnicamente está no mundo real, e é por isso que você pode aproveitar as ótimas cervejas da taverna. Você também pode ir para o lado do “mundo acadêmico” do poste e visitar o centro da cidade, que fica a uma curta caminhada do parque.

+O que o Trip Advisor me manda fazer
As universidades têm uma capacidade inegável de despertar a curiosidade e estimular o pensamento fora da caixa, mesmo quando essas ideias se aventuram no terreno das teorias da conspiração. Pense, por exemplo, num tour mal-assombrado por Cambridge, em que você explora as ruas charmosas da cidade pelas lentes das histórias de fantasmas e do folclore. A foto acima foi tirada no que muitos dizem ser a rua mais assustadora da Inglaterra. Verdade ou exagero? Participe do tour aqui e tire as suas próprias conclusões!

+O restaurante perfeito em casa
Se você é fã de sobremesas, não deixe de provar o “Cambridge Burnt Cream” quando estiver na cidade. Não se deixe enganar pelo nome (literalmente “creme queimado”): não é um prato salgado, mas sim uma sobremesa deliciosa, parecida com o crème brûlée francês. Esta versão britânica perfuma o creme com baunilha e o cobre com uma camada de caramelo duro, queimada com maçarico para dar um sabor característico. A receita está logo acima.
Ao explorar o sereno interior de Cambridge, experimente um tradicional ploughman’s lunch (o “almoço do lavrador”). Essa refeição simples, muitas vezes associada aos agricultores que trabalham duro, é humilde mas sustenta. É composta principalmente de queijo, presunto, maçãs, picles e pão. É a refeição ideal para saborear num pub rústico e charmoso depois de uma caminhada recompensadora pelas paisagens verdejantes de Cambridgeshire.
Por fim, quando se acomodar num pub aconchegante, peça uma torta recheada de perdiz, carne de veado ou faisão. Diga o que disserem, a comida de pub é, na essência, comida afetiva, e é simplesmente a melhor!
+Referências e resumo do roteiro
Study.com (Leis da física), International Journal of Physics and Science (Lei da gravitação universal de Newton), European-American Journals (Leis do movimento de Newton), Classical and Quantum Gravity (Leis da termodinâmica), International Journal of Science and Engineering (Antigo Egito), Journal of Advancements in Computer Science (Egito e Babilônia), Astronomy Education Review (Antiga Babilônia), European Journal of Physics (Grécia - Arquimedes)
Os créditos das fotos aparecem em cada foto. As outras imagens foram geradas por IA com o Grok Imagine e o Claude e são ilustrativas, não factuais.