−Será que é:
- a. Índia
- b. França
- c. Grécia
- d. Itália
+E a resposta é...
O próprio termo “erotismo” vem da mitologia grega, do deus Eros, filho de Afrodite, a deusa do amor. Em Roma (Itália), os equivalentes eram Cupido e Vênus. As raízes de Afrodite e Eros podem remontar ao período micênico, por volta de 1200 a.C., a julgar por obras como os poemas épicos de Homero, a Ilíada e a Odisseia. Já o culto a Cupido e Vênus começou por volta de 700 a.C. A França entra na história com o florescimento do amor cortês medieval e deixou a marca moderna mais reconhecível no Dia de São Valentim, a celebração romântica que ainda hoje molda a forma como boa parte do mundo expressa o amor todo mês de fevereiro.
Olhando para o legado dessas tradições, Índia, Grécia, Itália e França estão lado a lado, cada uma influenciando regiões diferentes com sua literatura romântica e erótica e seus ideais culturais. Levando em conta tanto a antiguidade quanto a resistência ao tempo, a Índia parece oferecer a contribuição mais equilibrada e, por isso, é coroada o berço do amor, com a Grécia em segundo lugar, colada, seguida de perto pela Itália e pela França. Na Índia de hoje, a minúscula província de Goa, principalmente o sul, com suas praias infinitas, se destaca como o destino número um para lua de mel. É a próxima parada da nossa jornada do amor. Mas antes vamos traçar a rota até Agra. Isso porque não queremos perder o majestoso Taj Mahal, uma maravilha do amor construída em homenagem à amada esposa de um soberano. Quanto à Grécia, à Itália e à França, a vez delas vai chegar logo, aqui no Viagens para quem não sai do sofá.

+Um tour rápido pelo museu, com pérolas de sabedoria incluídas
É uma homenagem sincera à sua esposa favorita, Mumtaz Mahal (que dá nome ao Taj Mahal), que morreu tragicamente em 1631 depois de dar à luz o 14º filho dele, e o décimo primeiro dela. Dizem que Shah Jahan era tão obcecado pela singularidade desse monumento que mandou cegar os artesãos depois da obra pronta, para que nunca conseguissem recriar sua beleza. Embora a veracidade dessa história seja incerta, o encanto dela está em mostrar a natureza poderosa, ainda que às vezes violenta, do amor, já que a história é repetida e aceita há séculos como uma história de amor ideal. E nem vamos começar a falar da lenda da rainha egípcia Cleópatra e de seus pretendentes romanos.
Vamos deixar de lado os pensamentos de conflito e embarcar numa viagem de Nova Délhi até a cidade de Agra (Agra ainda não tem aeroporto internacional). Lá, vamos nos maravilhar com um monumento majestoso, testemunho de um amor atemporal. Vá em frente e registre esse momento sublime para o seu feed do Instagram; é uma foto perfeita.
+ Sabedoria local do próprio imperador
O casamento deles, em 1612, é muitas vezes comparado a um conto de fadas da vida real. Em seu luto profundo, ele quis homenagear esse amor com um monumento, e assim nasceu o magnífico Taj Mahal, testemunho do amor dos dois e uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo. A chama do amor de Shah Jahan por Mumtaz continuou acesa mesmo depois da morte dela. Ele passou o resto da vida de luto, um reflexo comovente do profundo laço emocional entre eles. Quando Shah Jahan se juntou a ela na vida após a morte, em 1666, foi sepultado ao lado dela no Taj Mahal, simbolizando a união eterna dos dois na vida e na morte.
Shah Jahan pode ser lembrado como o romântico ideal, mas, para construir seu grande monumento, destruiu muitos templos hindus para obter parte dos materiais usados na grande construção e também para erguer outras mesquitas, em nome dos valores da sua época. Sinceramente, quantas figuras históricas ou atuais são perfeitas? Nenhuma. É o que é, porque é justamente nessas imperfeições que conseguimos nos identificar com essas grandes figuras.

+ Sabedoria local de um melhor amigo
O casamento deveria ser uma união baseada num laço mútuo, mas o dinheiro muitas vezes entra em cena: a festa caríssima, a necessidade de impressionar os outros com arranjos de flores elaborados, a melhor comida, os vestidos e, por fim, um anel que precisa ter o maior diamante, como vitrine do seu amor. É um pouco como a história do Taj Mahal, em que o amor foi equiparado a uma grande exibição de dinheiro e riqueza.
O especial nesses dois foi a forma como se casaram. O pedido foi planejado, e o anel que Abhishek deu a Aishwarya era um anel cenográfico simples e barato, usado no filme deles, *Guru*. Sem estardalhaço, sem frescura e sem exibir riqueza para impressionar ninguém. Tudo o que fizeram foi impressionar um ao outro com algo significativo e pessoal para eles. Isso foi em 2007. Dá para estranhar que continuem casados até hoje, apesar dos boatos de separação? Mesmo que se divorciem agora, quase duas décadas de casamento entre duas celebridades é muito tempo.
Em homenagem a quem é casado com o melhor amigo, apresentamos esta música de Freddie Mercury e do Queen. Embora não fosse indiano, Freddie nasceu numa família parse de origem indiana, então é uma boa desculpa para tocar esta música: You’re My Best Friend – Queen

+ Sabedoria local de um amor fiel como um cachorro
É por isso que Shilpa Shetty e Raj Kundra formam um casal tão fascinante. Casados desde novembro de 2009, eles enfrentaram escândalos públicos, batalhas judiciais e uma vigilância implacável da mídia, sem deixar de apoiar um ao outro à vista de todos. Shilpa, em especial, mostrou um nível de lealdade pública incomum no clima de hoje. Quando a polêmica cercou o marido, ela não se afastou nem soltou notas cuidadosamente calculadas sobre “dar um tempo”. Ela ficou. Numa cultura que muitas vezes incentiva as mulheres a proteger primeiro a própria imagem, a recusa dela em abandoná-lo foi tanto elogiada quanto criticada: às vezes chamada de força, às vezes de fraqueza. A mesma firmeza que admiramos num cachorro é muitas vezes questionada quando vem de uma esposa.
Raj também apoiou Shilpa, embora a sociedade tenda a esperar isso dos homens com mais naturalidade. O casamento deles nunca foi privado. Vem acontecendo sob observação constante há mais de dezesseis anos. Concorde-se ou não com cada decisão que tomaram, a recusa dos dois em desistir um do outro continua sendo notável.
Goa, com sua fama de refúgio mais romântico da Índia, parece o lugar certo para fazer uma pausa e pensar em como é, de verdade, um compromisso duradouro no mundo moderno: confuso, posto à prova e ainda assim, de algum jeito, intacto.

+O melhor da natureza em um vídeo do YouTube
+Curiosidade
+O que o Trip Advisor me manda fazer

+O restaurante perfeito em casa
Um dos melhores lugares para saborear essa delícia é o Gunpowder, em Assagao. O restaurante é conhecido pela autêntica culinária goesa, e o curry goês de lá é imperdível. Ele funciona numa linda casa portuguesa, o que deixa a experiência toda ainda melhor.
+Referências e resumo do roteiro
